VÍDEO: 'Estou na cadeia e não pude falar', diz corretora condenada a 28 anos de prisão por atropelar e matar ciclista no ES

  • 13/08/2026
(Foto: Reprodução)
'Tive um júri e não pude participar', disse corretora condenada por atropelamento no ES A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, condenada a 28 anos de prisão por atropelar e matar a ciclista Luísa Lopes, disse que não teve o direito de participar do júri do caso. A fala aconteceu durante a audiência de custódia dela, realizada na tarde desta quarta-feira (12), em Vitória. "Estou na cadeia e não pude falar", falou. A audiência foi conduzida pelo juiz Enéas Miranda e tinha o objetivo de analisar a prisão realizada na quinta-feira (6), logo após a sessão do júri popular. A ré foi detida na própria residência, onde acompanhava a sessão por videoconferência. A modelo Luísa da Silva Lopes, de 24 anos, morreu atropelada na Avenida Dante Michelini, em Vitória, no dia 15 de abril de 2022. A investigação apontou que Adriana ingeriu bebida alcoólica e fez uso de remédio controlado antes de assumir a direção do veículo. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “Eu peguei 26 anos sem poder participar do júri. Estou na cadeia e não pude falar. Eu estava dentro de casa, participando de um júri pelo computador. Não pude participar, mas eu queria participar. Fui no primeiro dia, mas o juiz e o advogado falaram para eu ir embora”, afirmou a corretora durante a audiência online. Ela ainda reafirmou que foi impedida de falar no segundo dia do julgamento, data de seu interrogatório. Na ocasião, o magistrado que conduzia o Tribunal do Júri, Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, perguntou se ela gostaria de se manifestar. No entanto, conforme as imagens exibidas ao plenário, ao lado de sua advogada, Adriana informou que ficaria em silêncio. Já na audiência de custódia, a corretora reafirmou que não teve culpa no atropelamento, que não viu Luísa atravessar a via e que não estava alcoolizada. Ela ainda ressaltou que prestou socorro à jovem, chamando o atendimento médico. Por fim, a ré contestou uma afirmação da própria advogada, que dizia que ela não participou do júri por ter passado mal: “É mentira, eu não passei mal”. Confusão Ainda durante a audiência de custódia, Adriana questionou o advogado Jamilson Monteiro dos Santos sobre sua ausência no júri. Ele afirmou que acompanhou o processo e esteve com ela na delegacia, além de pedir prisão domiciliar, negada pelo juiz. Após o depoimento, o Ministério Público do Espírito Santo pediu investigação por possível fraude processual. A defesa afirmou que o silêncio foi uma estratégia jurídica, que a apuração poderia afetar a atuação dos advogados e que a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados deveria ser informada. A audiência foi encerrada pelo juiz após o debate. Adriana, que compareceu ao fórum no primeiro dia do júri, foi autorizada a voltar para casa e acompanhar a sessão por videoconferência. Após ser questionada pelo magistrado, ela também relatou sofrer de depressão e ansiedade. Por fim, a advogada de defesa pediu que o presídio informasse se poderia oferecer tratamento psicológico. Condenação A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 37 anos, foi condenada a 28 anos de prisão pela morte da ciclista Luísa da Silva Lopes, de 24 anos, atropelada na Avenida Dante Michelini, em Vitória, em 15 de abril de 2022. A sentença foi lida no final da tarde desta quinta-feira (6), após dois dias de júri popular. A pena deverá ser cumprida em regime fechado e a Justiça determinou, ainda, a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da corretora por dois anos e o pagamento de uma indenização de R$ 500 mil por danos morais. Adriana, que respondia ao processo em liberdade, teve a prisão decretada. Em sua sentença, o juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, que presidiu o Tribunal do Júri de Vitória, destacou que a corretora “atuou de forma consciente e com indiferença em relação ao resultado, mostrando insensibilidade". Ele acrescentou, ainda, que houve "ausência de compaixão" por parte de Adriana.] Adriana Felisberto Pereira (à direita) foi condenada a 28 de prisão por atropelar e matar a ciclista Luísa Lopes (à esquerda) em abril de 2022, no Espírito Santo. Arte g1 LEIA TAMBÉM: 'Estourei a cabeça dela porque ela passou na minha frente', diz motorista que atropelou modelo Novo prédio da Ufes terá nome da modelo que foi atropelada em Vitória 'Dor não só de saudade, mas de revolta de como tudo aconteceu', diz amiga de modelo atropelada Relembre o caso No dia 15 de abril de 2022, Luísa Lopes, de 24 anos, foi atropelada na Avenida Dante Michelini, na orla da praia de Camburi, em Vitória. Em outubro do mesmo ano, a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira foi indiciada por homicídio doloso duplamente qualificado, por perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima na modalidade de dolo eventual. Além do consumo de bebida alcoólica, Adriana fez uso de remédio controlado antes de assumir a direção do veículo. Segundo a investigação, ela ingeriu 23 goles de cerveja e 20 de vodca antes do acidente. Ainda de acordo com a polícia, o carro dirigido em alta velocidade por Adriana bateu na bicicleta de Luísa, que foi projetada contra o veículo, lançada para o alto e jogada na via. A modelo morreu no local. Em um vídeo gravado momentos depois do atropelamento, a corretora aparece conversando com policiais que atenderam a ocorrência. Ao ser questionada por um deles se tinha consciência do atropelamento, Adriana Felisberto Pereira respondeu: "Eu tenho [consciência do que aconteceu]. Quero meu carro pra trabalhar e olha como meu carro está". Na sequência, a corretora de imóveis foi advertida por uma policial, que disse: "a senhora está preocupada com o carro, você acabou de estourar a cabeça de uma menina. Então, pelo menos, fique em silêncio". Adriana, por sua vez, respondeu: "Eu estourei a cabeça dela porque ela passou na minha frente". Quem era Luísa Luísa Lopes, de 24 anos, morava sozinha em Jardim Camburi, em Vitória. Além de trabalhar como modelo, a jovem também estudava Oceanografia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e era passista da escola Unidos de Jucutuquara, pela qual desfilou dias antes do atropelamento no Sambão do Povo. Por esta razão, o velório de Luísa foi realizado na quadra da agremiação, em Cariacica. Luísa Lopes morreu após ser atropelada enquanto andava de bicicleta em uma avenida de Vitória, no Espírito Santo, em abril de 2022. Reprodução/Redes Sociais *Com informações de Vilmara Fernandes, de A Gazeta. 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FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/08/13/video-estou-na-cadeia-e-nao-pude-falar-diz-corretora-condenada-a-28-anos-de-prisao-por-atropelar-e-matar-ciclista-no-es.ghtml


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