Policiais civis de Itu são denunciados pelo Gaeco por extorsão após abordarem casal com droga em carro de luxo e pedirem R$ 250 mil

  • 22/07/2026
(Foto: Reprodução)
Policiais civis de Itu são denunciados por extorsão de R$ 250 mil a casal Policiais civis de Itu (SP) foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Sorocaba (SP) por práticas de extorsão, abuso de autoridade e associação criminosa. Os crimes teriam ocorrido após a abordagem de um casal de namorados que estava em um carro de luxo com uma pequena porção de droga. Os policiais teriam cobrado R$ 250 mil pela liberdade da mulher. O caso também envolve um policial militar. As defesas dos denunciados alegam inocência dos clientes e acreditam que essa condição prevalecerá na Justiça (leia mais abaixo). 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A denúncia foi apresentada à Justiça em maio deste ano e o caso tramita em sigilo, em Indaiatuba, já que juízes de Itu apresentaram pedido de suspeição. Momento em que policiais civis fazem ação em casa de investigado em Itu (SP) Reprodução 🔎 No meio jurídico, "suspeição" é o instituto que permite afastar um juiz ou outro agente público de um processo quando há indícios de parcialidade, garantindo a imparcialidade e o devido processo legal. Ela se diferencia do impedimento por estar ligada a motivos subjetivos, como amizade, inimizade ou interesse pessoal na causa (entenda mais abaixo). O advogado Anderson Antônio Caetano também foi denunciado pelos crimes de extorsão e associação criminosa. De acordo com o MP, ele se aliou aos policiais e teria usado o computador da própria Delegacia Central de Itu para redigir um contrato fictício de honorários, com o objetivo de mascarar o que seria o valor da propina. O caso Um casal de namorados que estava em um veículo de luxo foi abordado pela Polícia Militar, e em seu interior foi encontrada uma pequena porção de haxixe, que teria sido assumida como sendo do motorista. Foi a partir deste momento, de acordo com a denúncia do Gaeco, que os crimes teriam começado. Primeiro, os policiais prenderam e algemaram a namorada, sem que ela tivesse praticado qualquer ato ilegal. Depois, eles foram até a residência dela, sem ordem judicial, e apreenderam de forma clandestina o veículo da jovem. Os policiais também se dirigiram à residência dos pais do motorista, onde foi localizada mais droga. Com todos na delegacia, segundo o Gaeco, teria começado a extorsão, quando os policiais civis passaram a cobrar R$ 250 mil pela liberdade da vítima e também pela liberação dos veículos. Foi neste momento que entrou em cena o advogado Anderson Antônio Caetano. Na delegacia, a pedido dos policiais, ele teria usado um computador funcional da própria Polícia Civil para redigir um contrato fictício de honorários advocatícios no valor de R$ 250 mil, dos quais R$ 50 mil deveriam ser pagos de imediato via PIX. Segundo o Gaeco, o pagamento só não se confirmou porque um policial civil de outra comarca, noivo da advogada legítima da família, percebeu que algo errado estava ocorrendo. Ele acionou outros policiais, e sua ação forçou os investigados a formalizarem apenas o flagrante do motorista pela droga e a liberação da namorada. LEIA TAMBÉM: Ex-UFC Cláudio Ribeiro é preso em flagrante suspeito de agredir a esposa em Várzea Paulista Homem é preso em Votorantim suspeito de invadir casa, estuprar moradora e ameaçá-la com faca O que dizem os envolvidos Lucas Del Campo, advogado do policial civil Cirineu Yasuda Alves de Lima, informou que o processo tramita em segredo de Justiça, o que limita, neste primeiro momento, a divulgação de informações sobre o caso. Segundo a defesa, o cliente comprovará sua inocência ao longo da instrução processual, ocasião em que o contraditório e a ampla defesa deverão ser assegurados, diferentemente do que teria ocorrido na investigação preliminar conduzida pelo Gaeco, classificada pelos advogados como inconsistente. A defesa do advogado Anderson Antônio Caetano afirmou que, pelo fato de o processo estar em segredo de Justiça, "só tem a declarar que a denúncia ofertada é totalmente fantasiosa, fundamentada numa manipulação severa de provas inexistentes, onde o direito da ampla defesa e do contraditório comprovará que nenhum crime foi cometido, e que a narrativa que a fundamentou é de cunho estritamente calunioso, onde o caráter e a moral do meu cliente está sendo violada injustamente. Mas o resultado comprovará que ele é inocente". Já a defesa do policial civil Francisco Diogo Neto também se manifestou: "Nosso cliente foi formalmente cientificado do processo. No momento, aguardamos o acesso integral aos autos e estamos certos de que sua inocência será devidamente demonstrada no decorrer da instrução processual". A defesa do policial civil Cristian Antunes de Calvilho disse que ele se “declara inocente e irá demonstrar em juízo a verdade dos fatos”. O que é suspeição? No meio jurídico, "suspeição" é o instituto que permite afastar um juiz ou outro agente público de um processo quando há indícios de parcialidade, garantindo a imparcialidade e o devido processo legal. Ela se diferencia do impedimento por estar ligada a motivos subjetivos, como amizade, inimizade ou interesse pessoal na causa. Sobre essa questão, o TJSP disse, em nota, que o caso tramita em segredo de Justiça. Já a SSP informou que os fatos foram investigados pela Corregedoria da Polícia Civil e que o inquérito acabou arquivado pela Justiça. A nota afirma ainda que a Polícia Civil reafirma seu compromisso com a legalidade e a rigorosa apuração de eventuais desvios de conduta de seus integrantes, e que está à disposição do Ministério Público para colaborar com as investigações conduzidas pelo Gaeco. Em nota, o Ministério Público disse que o conteúdo integral do processo, que tramita sob segredo de Justiça, foi vazado e amplamente divulgado nas redes sociais, e pediu a apuração do caso. Um policial militar também teria participação no caso, mas, em função do cargo, o processo tramita na Justiça Militar. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/07/22/denuncia-gaeco-policiais-civis-itu.ghtml


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