'Lixo a gente reutiliza', diz artesão de Oiapoque que superou o desemprego com a reciclagem

  • 31/07/2026
(Foto: Reprodução)
Augusto Sampaio expõe artesanato feito com material reciclado no extremo Norte do Amapá. Francisco Pinheiro/g1 O que antes seria descartado como lixo, vira fonte de renda e arte nas mãos do artesão Augusto Sampaio, morador de Oiapoque, no extremo Norte do Amapá. Após ficar desempregado, ele encontrou no reaproveitamento de materiais uma oportunidade de recomeçar. O trabalho do artesão é destaque da 3ª Feira Internacional de Oiapoque, que começou nesta quinta-feira (30) e segue até domingo (2) no Estádio Municipal Natizão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Ele, que já fazia parte de uma iniciativa na Guiana Francesa ensinando arte para crianças, decidiu focar no ramo do artesanato e da reciclagem a partir de 2023. “Eu faço todo o reaproveitamento da matéria-prima e com isso eu produzo arte, eu dou vida na matéria-prima. Material que vai para o lixo, a gente reutiliza, fazendo arte e também ajuda o meio ambiente”, contou. Artesanato de Augusto é feio a partir da reciclagem. Francisco Pinheiro/g1 Para o empreendedor, o trabalho une a preservação ambiental à oportunidade de gerar renda extra na faixa de fronteira. “Reutilizar, reciclar são muito importantes na vida do ser humano. O que vai para o lixo poderá afetar a nossa terra, afeta o nosso meio ambiente, e a gente pode tá transformando tudo isso em arte”, disse. Artesanato de Augusto é feio a partir da reciclagem. Francisco Pinheiro/g1 Cultura indígena Além da reciclagem, a feira reúne mais de 80 expositores dos 16 municípios do Amapá, com forte presença da cultura dos povos originários. O artesão indígena Arilson Alexandre, que é um dos expositores do evento, apresenta a arte da mulher indígena, com obras que representam as etnias: Karipuna Galibi Marworno Palikur Galibi Kali'na Arte indígena é valorizada na 3ª Feira Internacional de Oiapoque. Francisco Pinheiro/g1 “Ela traz uma visibilidade em geral, que registra o nosso momento, que é super importante, porque cada arte, ela traz uma marca, ela traz um grafismo que representa a cultura, que representa o povo, que resiste, que estamos aqui, sempre estivemos aqui. Então, cada artesanato, ela carrega essa força, essa energia que é positiva”, destacou. Arilson afirma ainda que o espaço é fundamental para dar visibilidade e reafirmar a ancestralidade indígena para visitantes brasileiros e franceses. Arilson Alexandre expõe artesanato na Feira Internacional de Oiapoque. Francisco Pinheiro/g1 3ª Feira Internacional de Oiapoque Durante três dias evento busca ser um instrumento estratégico para o acesso a novos mercados. A oportunidade conecta pequenos negócios, promove o turismo, estimula trocas comerciais e fortalece os laços econômicos e culturais entre o Amapá, o Platô das Guianas, o Suriname e países do Caribe. Arte indígena é valorizada na 3ª Feira Internacional de Oiapoque. Francisco Pinheiro/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/07/31/lixo-a-gente-reutiliza-diz-artesao-de-oiapoque-que-superou-o-desemprego-com-a-reciclagem.ghtml


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