Julho começa com frio abaixo de 0°C no Sul e terá chuva acima da média e picos de calor; veja previsão
01/07/2026
(Foto: Reprodução) Pedestres enfrentam frio intenso na região do Viaduto do Chá, na zona central da cidade de São Paulo, na tarde de quarta-feira, 18 de maio de 2022.
CELSO LUIX/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO
O mês de julho começa nesta quarta-feira (1º) com chuva forte e risco de temporais no Sul do Brasil, tempo seco em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste e expectativa de uma nova queda das temperaturas nos próximos dias.
Uma massa de ar polar deve avançar pelo Centro-Sul entre quinta-feira (2) e sexta-feira (3), levando frio mais intenso principalmente ao Rio Grande do Sul e a Santa Catarina, onde os termômetros podem ficar abaixo de 0°C nas áreas mais elevadas.
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De acordo com a Climatempo, esse novo pulso de ar frio não deve provocar uma onda de frio como a registrada na segunda metade de junho, mas será suficiente para deixar as madrugadas geladas e reduzir as temperaturas durante as tardes em parte do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.
Também há risco de geada ampla e possibilidade de chuva congelada em trechos das serras gaúcha e catarinense.
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A mudança no tempo será sentida primeiro no Sul. Nesta quarta-feira, áreas de instabilidade continuam espalhando chuva pelo oeste, sul e sudoeste do Paraná, por grande parte de Santa Catarina e pelo norte e litoral do Rio Grande do Sul.
As pancadas podem ser fortes e acompanhadas de raios, rajadas de vento e volumes elevados em pouco tempo.
Os maiores acumulados são esperados no sul de Santa Catarina e no norte e noroeste do Rio Grande do Sul.
A formação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina deve reforçar a chuva ao longo do dia e manter o risco de temporais até a noite.
Neve, chuva congelante, chuva congelada e geada: entenda as diferenças entre os fenômenos
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A temperatura já permanece baixa em algumas áreas serranas, mas o frio deve aumentar entre quinta e sexta-feira.
No Rio Grande do Sul, há possibilidade de marcas negativas durante a madrugada e o começo da manhã de sexta na Campanha, na Fronteira Oeste, na Serra, no Planalto e nos Campos de Cima da Serra.
Pontos elevados de Santa Catarina também podem registrar temperaturas abaixo de 0°C.
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Entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, a combinação de umidade e frio intenso pode provocar chuva congelada de forma isolada nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
O fenômeno ocorre quando a precipitação atravessa uma camada de ar muito frio e chega ao solo parcialmente congelada.
A sexta-feira também deve começar com geada em grande parte do Rio Grande do Sul e nas áreas mais altas de Santa Catarina.
Apesar do frio, o centro da massa polar deve permanecer entre a Argentina e o Uruguai antes de seguir em direção ao oceano, o que limita o alcance e a duração das temperaturas mais baixas no Brasil.
Pedestre se protege da chuva em Porto Alegre (RS).
Reprodução/RBS TV
Previsão para julho
De forma geral, julho deve ser marcado pela passagem de diferentes frentes frias pelo Brasil. Pelo menos dois sistemas mais fortes e de grande alcance podem espalhar chuva e provocar quedas de temperatura pelo interior do país, ainda segundo a Climatempo.
Uma dessas frentes frias é esperada para o começo da segunda metade do mês e pode levar chuva e ar mais frio até o Distrito Federal, o norte de Minas Gerais e a Bahia.
Também há possibilidade de friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas no início e em meados de julho.
A tendência é de chuva acima da média em grande parte do Sul, especialmente no oeste e no sul do Paraná, no centro-oeste de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul.
A previsão indica mais episódios de chuva intensa e volumosa do que os registrados em junho, além de novas formações de ciclones extratropicais entre o Sul do Brasil, a Argentina e o Paraguai.
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Mato Grosso do Sul e áreas do oeste, centro, sul e leste de São Paulo também podem receber mais chuva do que normalmente ocorre nesta época do ano.
O mesmo vale para pontos do sul de Minas Gerais, da Zona da Mata mineira e do centro-sul do Rio de Janeiro, embora os episódios devam ser menos frequentes e menos abrangentes do que os observados em junho.
O contraste entre o calor predominante no Norte e a passagem de frentes frias pelo interior deve favorecer chuva acima da média em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
Na costa leste do Nordeste e no extremo norte do país, a previsão aponta menos chuva do que o habitual para julho.
Previsão de chuva nesta quarta em todo o país.
CPTEC/Inpe
Essa tendência abrange áreas do norte do Pará, do Amapá, do norte do Amazonas e de Roraima. Mesmo com volumes mensais menores, ainda podem ocorrer episódios isolados de chuva forte.
As temperaturas médias devem ficar um pouco abaixo do normal em grande parte do Sul, no centro-sul e no leste de Mato Grosso do Sul e em áreas do oeste, centro, sul e leste de São Paulo.
A presença frequente de ar polar, chuva e muitas nuvens deve limitar o aquecimento nessas regiões.
No restante do país, julho também terá períodos de temperaturas acima da média. A previsão aponta possibilidade de picos de calor mais fortes no fim do mês no Norte, no Centro-Oeste, no interior do Nordeste e em parte do Sudeste.
As temperaturas mais elevadas podem atingir principalmente o Distrito Federal e áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e do interior nordestino.
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Temperaturas mínimas previstas para esta quarta em todo o Brasil.
CPTEC/Inpe
Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho
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