Idosa de 96 anos é resgatada com suspeita de maus-tratos em Salto de Pirapora
05/08/2026
(Foto: Reprodução) Idosa de 96 anos é resgatada com suspeita de maus-tratos em Salto de Pirapora
Divulgação
Uma idosa de 96 anos foi resgatada e internada com suspeita de sofrer maus-tratos da própria família em Salto de Pirapora (SP). O caso foi registrado pela Guarda Civil Municipal (GCM) na tarde desta quarta-feira (5).
A vítima foi levada à Santa Casa da cidade após uma enfermeira e uma cuidadora acionarem os guardas ao notarem diversos ferimentos no corpo da idosa.
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A neta da vítima foi questionada pelas mulheres sobre as marcas e alegou à cuidadora que a avó havia se machucado ao cair e bater na parede enquanto dormia.
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Denúncia da cuidadora
À GCM, a profissional que trabalhava na casa relatou uma escalada no aparecimento de ferimentos na idosa. Ela explicou que, no dia 29 de julho, a mulher não tinha marcas. Dois dias depois, ela percebeu os primeiros hematomas.
Nesta semana, a cuidadora chegou a pedir demissão à neta da vítima por não concordar com a situação. Ao retornar à casa para um último plantão, encontrou a idosa com novos hematomas no rosto, na região lombar e nas pernas, além de marcas no pescoço.
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Diante do quadro e de dores intensas que a idosa sentia no ombro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Durante o trajeto até o hospital, a vítima, que tem respostas limitadas, relatou que apanhava com um chinelo, mas não soube informar de quem.
Atendimento médico e histórico
Na Santa Casa, exames preliminares constataram que a idosa sofreu uma luxação no ombro e apresentava hematomas provocados por pancadas, além da lesão no pescoço. Exames toxicológicos e de tomografia foram solicitados para avaliar se a idosa era dopada.
Segundo o boletim de ocorrência, vizinhos já haviam feito denúncias anônimas ao telefone 153 relatando gritos durante a noite e xingamentos direcionados à idosa, como "cala a boca". A família alegou aos guardas que a filha da vítima possui problemas psicológicos.
O Conselho Municipal do Idoso e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) foram acionados e acompanham o caso. A idosa permanece internada em observação. O caso foi registrado na Polícia Civil, que investiga os maus-tratos.
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