Eleições 2026: Senado tem 54 cadeiras em disputa; 32 titulares tentam reeleição
19/08/2026
(Foto: Reprodução) Plenário do Senado Federal
Jonas Pereira/Agência Senado
O Senado Federal terá dois terços de suas cadeiras renovados nas eleições de 2026. Das 81 vagas da Casa, 54 estarão em disputa — duas para cada estado e duas para o Distrito Federal. Isso ocorre porque o mandato de senador é de oito anos e a renovação acontece de forma alternada: em uma eleição geral são escolhidos 54 parlamentares e, na seguinte, 27.
Entre os 54 senadores cujo mandato termina este ano, 32 tentam se reeleger. O grupo reúne nomes de diferentes partidos e regiões e representa pouco menos de 60% dos titulares que precisam passar novamente pelas urnas se quiserem continuar com mandatos.
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Outros 10 senadores decidiram disputar cargos diferentes. Há ainda 12 que não concorrem nas eleições deste ano.
Dois terços do Senado Federal estão em disputa em 2026
Dhara Pereira
O levantamento considera a situação eleitoral dos atuais senadores a partir dos registros e informações disponíveis para as eleições de 2026.
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Mais da metade dos senadores tenta reeleição
Os 32 senadores que buscam a reeleição são:
Alessandro Vieira (MDB-SE)
Angelo Coronel (Republicanos-BA)
Carlos Fávaro (PSD-MT)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Carlos Viana (PSD-MG)
Chico Rodrigues (PSB-RR)
Cid Gomes (PSB-CE)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Gomes (PL-TO)
Eliziane Gama (PSD-MA)
Esperidião Amin (PP-SC)
Fabiano Contarato (PT-ES)
Humberto Costa (PT-PE)
Jaques Wagner (PT-BA)
Leila Barros (PDT-DF)
Lucas Barreto (PSD-AP)
Marcelo Castro (MDB-PI)
Marcio Bittar (PL-AC)
Marcos do Val (Avante-ES)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Randolfe Rodrigues (PT-AP)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Soraya Thronicke (PSB-MS)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
Weverton (PDT-MA)
Zenaide Maia (PSD-RN)
Zequinha Marinho (Podemos-PA)
A disputa, porém, não se limita aos senadores que estão no fim do mandato. Outros nove parlamentares eleitos em 2022, portanto com mandato previsto até 2030, também decidiram deixar a corrida pela cadeira no Senado para tentar um cargo no Executivo estadual.
Dez senadores em fim de mandato disputam outros cargos
Entre os 54 senadores que precisam renovar o mandato ou deixar a Casa, 10 optaram por disputar outros cargos.
Dois miram a Presidência ou a Vice-Presidência da República: Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE) disputa a Vice-Presidência ao lado de Romeu Zema (Novo).
Marcos Rogério (PL-RO) tenta o governo de Rondônia.
Outros três buscam uma vaga em casas legislativas como deputados: Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorrem a deputado federal, e Mara Gabrilli (PSD-SP), a deputada estadual.
Há ainda quatro senadores que aparecem em chapas como suplentes ao Senado: Daniella Ribeiro (PP-PB), Dra. Eudocia (PSDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA) e Nelsinho Trad Filho (PSD-MS).
A chapa para o Senado é formada por um candidato titular e dois suplentes. Os suplentes podem assumir a vaga em situações previstas pela legislação.
Doze senadores não disputam as eleições 2026
O grupo de senadores em fim de mandato que não concorrerá em 2026 reúne 12 nomes:
Confúcio Moura (MDB-RO)
Fernando Dueire (PSD-PE)
Flávio Arns (PSB-PR)
Giordano (Podemos-SP)
Irajá (PSD-TO)
Ivete da Silveira (MDB-SC)
Jayme Campos (União-MT)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
Paulo Paim (PT-RS)
Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
Nove senadores podem deixar o cargo mesmo com mandato até 2030
Nove senadores que foram eleitos em 2022 e ainda têm mandato até 2030 decidiram disputar governos estaduais e, caso sejam eleitos, deixarão antecipadamente a cadeira no Senado.
São eles:
Alan Rick (Republicanos-AC)
Cleitinho (Republicanos-MG)
Efraim Filho (PL-PB)
Omar Aziz (PSD-AM)
Professora Dorinha (União-TO)
Renan Filho (MDB-AL)
Sergio Moro (PL-PR)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Wilder Morais (PL-GO)
Trocas de partido, de estado civil e de cor desde 2018
Além da movimentação entre cargos e partidos, a comparação das candidaturas permite identificar alterações nas informações declaradas pelos próprios candidatos ao longo das eleições.
Entre os atuais senadores que tentam a reeleição, pelo menos 20 mudaram de partido desde a eleição de 2018. Veja a lista abaixo. O primeiro partido é aquele pelo qual o senador foi eleito em 2018; o segundo é o partido ao qual ele pertence atualmente:
Alessandro Vieira: Rede → MDB
Angelo Coronel: PSD → Republicanos
Carlos Portinho: PSD → PL
Carlos Viana: PHS → PSD
Chico Rodrigues: DEM → PSB
Cid Gomes: PDT → PSB
Eduardo Gomes: Solidariedade → PL
Eliziane Gama: PPS → PSD
Fabiano Contarato: Rede → PT
Leila Barros: PSB → PDT
Lucas Barreto: PTB → PSD
Marcio Bittar: MDB → PL
Marcos do Val: PPS → Avante
Randolfe Rodrigues: Rede → PT
Soraya Thronicke: PSL → PSB
Styvenson Valentim: Rede → Podemos
Vanderlan Cardoso: PP → PSD
Veneziano Vital do Rêgo: PSB → MDB
Zenaide Maia: PHS → PSD
Zequinha Marinho: PSC → Podemos
Também há mudanças em informações autodeclaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Styvenson Valentim e Marcos do Val, por exemplo, passaram de "casado" para "divorciado" na declaração de estado civil. Randolfe Rodrigues fez o caminho inverso, passando de "divorciado" para "casado".
Na declaração de cor ou raça, Styvenson Valentim e Marcio Bittar passaram de "branca", em 2018, para "parda", em 2026.
Essas mudanças são informações registradas nas candidaturas.