Como o El Niño assustador de 1983 fez o Brasil descobrir o problema há 4 décadas; veja no arquivo do JN
25/08/2026
(Foto: Reprodução) Arquivo JN: em 1983, cientistas americanos já associavam mau tempo nas Américas do Norte e do Sul ao El Niño
Em 2 de junho de 1983, o Jornal Nacional mostrou que cientistas americanos concluíram que o supreendente mau tempo na América do Norte e na América do Sul poderia ter a mesma causa: “Uma contracorrente marítima no Oceano Pacífico chamada El Niño”. O JN começou a explicar aos brasileiros o termo, até então pouco conhecido.
O El Niño de 1982-1983 foi um dos mais intensos já registrados até então. Provocou grandes enchentes no Peru e no Equador e secas severas na Austrália e na Indonésia. Os prejuízos globais foram estimados em mais de US$ 8 bilhões na época.
Este texto e o vídeo acima são parte da série Arquivo JN no g1, que relembra coberturas importantes relacionadas a temas atuais.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
Como o El Niño assustador de 1983 fez o Brasil descobrir o problema há 4 décadas; veja no arquivo do JN
Jornal Nacional/ Reprodução
O fenômeno de 1983 colocou o El Niño radar da mídia. Em 1997, com efeito ainda mais forte, o termo ficou mais popular. Desde então, o El Niño é cada vez mais recorrente e severo. Com a projeção de o El Niño de 2026-2027 ser um dos mais devastadores, relembre a cobertura há 43 anos no Jornal Nacional.
“Essa corrente se move do oeste para o leste, na altura da costa peruana, e normalmente não tem grande influência sobre o clima. Mas este ano, os ventos na região foram muito fracos e não afastaram da costa as águas quentes da corrente El Niño. Isso provocou muita evaporação e hoje as estatísticas já mostram que os americanos estão vivendo uma primavera em que está chovendo cento e cinquenta por cento mais que o normal”, contou o repórter Rodolfo Gamberini na ocasião.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional