Banco Central reduz taxa de juros pela quinta vez seguida, e Selic vai a 13,75% ao ano

  • 16/09/2026
(Foto: Reprodução)
Copom faz 5º corte seguido na taxa Selic; nos EUA, Fed eleva juros pela primeira vez desde 2023 A quarta-feira (16) foi de decisão sobre os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Em Washington, o Federal Reserve aumentou a taxa pela primeira vez em três anos. Por aqui, o Comitê de Política Monetária do Banco Central fez o quinto corte seguido na Selic. O Banco Central olha longe, na inflação de muitos meses à frente, quando os efeitos da taxa de juros serão sentidos. Nesta quarta-feira (16), o Copom cortou mais 0,25 ponto percentual. A Selic, agora, está em 13,75% ao ano. O BC tem agido com cautela porque o futuro é cada vez mais incerto, diz a economista Thaís Zara. Guerras, petróleo em alta, El Niño no horizonte... Problemas para o Brasil e para o mundo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nesta quarta-feira (16), o Banco Central dos Estados Unidos subiu os juros por lá depois de três anos. Foi a terceira reunião do FED sob comando do presidente Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. O presidente americano criticou a decisão e defendeu uma taxa de 1% ao ano. “Isso traz um espaço para o nosso Banco Central um pouco menor porque torna a economia deles mais atrativa em termos de investimento, em termos de taxas de juros, e isso reduz a nossa atratividade”, afirma Thaís Zara, economista-chefe da 4Intelligence. Banco Central reduz taxa de juros pela quinta vez seguida, e Selic vai a 13,75% ao ano Jornal Nacional/ Reprodução Por tudo isso, o mercado financeiro já esperava o corte desta quarta-feira (16) do tamanho que foi. A expectativa mesmo era pelo comunicado, que saiu no fim do dia, sem sinalizar os próximos passos. Apenas deixou claro que a palavra de ordem é cautela. O comunicado diz que os riscos para a inflação permanecem mais elevados que o usual; que o comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária; e que as próximas decisões vão ser tomadas à luz de novas informações. A economista Juliana Trece, do FGV Ibre, acredita que os gastos públicos também impedem uma queda mais acelerada dos juros: “É realmente uma dinâmica em que cada fator afeta o outro e acaba deixando o Banco Central cada vez mais cauteloso para cortar os juros. Por isso que ele não está fazendo esse movimento de forma tão abrupta”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano Superquarta: Brasil corta juros, e EUA, sobe; entenda o que isso muda para seu bolso

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/09/16/banco-central-reduz-taxa-de-juros-pela-quinta-vez-seguida-e-selic-vai-a-1375percent-ao-ano.ghtml


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