Por que duas pessoas podem ver conteúdos políticos diferentes nas redes? Entenda os algoritmos

  • 27/08/2026
(Foto: Reprodução)
Quem decide o que aparece na sua tela durante uma eleição? Você abre o Instagram e logo aparece um post de um político. Depois entra no Facebook e vê um vídeo do mesmo candidato. Ao acessar o TikTok, acontece a mesma coisa. Mas por que isso acontece? 😱 ➡️ A resposta está nos algoritmos, sistemas que identificam os interesses de cada usuário e entregam conteúdo personalizado (entenda mais no vídeo acima). 📍Em uma série de 50 vídeos, o g1 vai explicar os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas, explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, e trazem orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores. Se você costuma interagir mais com publicações de um candidato X do que de um candidato Y, é natural que a plataforma passe a mostrar mais posts do primeiro. Pense no algoritmo como um vendedor que observa tudo o que você faz em uma loja: em quais prateleiras você para, quais produtos pega na mão, o que devolve e quanto tempo passa analisando uma embalagem. Na próxima visita, esse vendedor já saberá exatamente do que você gosta. ➡️ Em geral, os algoritmos levam em conta sinais como: tempo que você passa assistindo a um vídeo; curtidas em outras publicações; compartilhamentos; perfis que você segue; pesquisas feitas dentro da rede social. Além disso, quando a plataforma entende que uma publicação tem potencial para interessar a mais pessoas, ela pode recomendá-la para um número cada vez maior de usuários, aumentando as chances de o conteúdo viralizar. A principal crítica a esses sistemas é a falta de transparência. "Deveria ser muito mais claro qual o tipo de abordagem o algoritmo está usando e se existe algum tipo de viés no momento da entrega da informação", afirma a advogada especializada em direito digital Patrícia Peck. E como eles influenciam as eleições? Os algoritmos não têm capacidade para escolher governantes, afirma Peck. Embora não decidam o voto, eles têm grande poder de influenciar quais informações chegam ao eleitor. "Essa influência ocorre porque o algoritmo consegue 'achar as pessoas' no ambiente digital com muito mais facilidade do que humanos no ambiente presencial", diz a especialista. Outra forma de ampliar o alcance de uma publicação é o impulsionamento, quando há pagamento para que um post seja exibido a mais pessoas. ➡️Partidos e candidatos podem pagar para promover conteúdos nas redes sociais, mas apenas durante o período oficial de campanha. A propaganda patrocinada deve seguir as regras de transparência estabelecidas pelo TSE. Também é proibido impulsionar propaganda negativa. Ou seja, críticas a adversários não podem ser patrocinadas para alcançar um público maior. Além disso, perfis de pessoas jurídicas, como empresas, não podem impulsionar conteúdo eleitoral. Enquanto o algoritmo que distribui conteúdo de forma orgânica costuma privilegiar publicações com maior engajamento, como curtidas e comentários, o conteúdo impulsionado é entregue ao público definido pelo anunciante, independentemente do interesse prévio ou da interação com a postagem. Para a especialista consultada pelo g1, muitas vezes o eleitor não consegue distinguir se uma publicação apareceu de forma orgânica ou se houve pagamento para ampliar sua distribuição. "Nós ainda temos um desafio grande para conquistar um padrão mínimo de transparência no ambiente das plataformas e das mídias sociais. Se nós melhorássemos essa calibragem, nós podíamos estar garantindo que a pessoa visse pelo menos duas, três visões, em vez de apenas uma", conclui. Arte g1

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/videos/noticia/2026/08/27/por-que-duas-pessoas-podem-ver-conteudos-politicos-diferentes-nas-redes-entenda-os-algoritmos.ghtml


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