María Corina Machado foi impedida de voltar à Venezuela, diz partido

  • 23/09/2026
(Foto: Reprodução)
Foto de arquivo: Maria Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, discursa para apoiadores em protesto contra posse de Maduro para um terceiro mandato, em Caracas, em 9 de janeiro de 2025. Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Foto de arquivo A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, fez ao menos três tentativas frustradas de retornar à Venezuela nas últimas horas, segundo integrantes de sua equipe, enquanto a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, se reunia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As informações foram divulgadas pela Reuters na noite de terça-feira (22), em meio à movimentação diplomática na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), onde Trump e Rodríguez realizaram seu primeiro encontro desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro. Pedro Urruchurtu, assessor de Machado, afirmou nas redes sociais que as tentativas mais recentes ocorreram por mar e por via aérea. Segundo ele, elas fazem parte de uma série de sete tentativas fracassadas de retorno ao país desde que a oposicionista deixou a Venezuela clandestinamente há cerca de nove meses. As informações também foram confirmadas por um porta-voz de Machado. A líder opositora não comentou publicamente o caso até o momento. Por que Trump continua a participar da Assembleia Geral da ONU? A notícia surge em um momento de tensão entre parte da oposição venezuelana e o governo dos Estados Unidos. Desde que Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina após a captura de Maduro, Washington tem ampliado o diálogo com Caracas e firmado acordos econômicos com o novo governo. Na terça-feira, Trump recebeu Rodríguez em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU. Após a reunião, a presidente interina publicou uma foto ao lado do republicano e afirmou que os dois conversaram sobre o fortalecimento das relações bilaterais e o avanço da cooperação em áreas como energia, mineração e segurança. A aproximação entre Washington e Caracas tem sido alvo de críticas de setores ligados a Machado, que acusam os Estados Unidos de terem reduzido a pressão por eleições livres em troca de acordos comerciais e petrolíferos com o governo interino. Delcy Rodríguez se encontra com Donald Trump à margem da Assembleia da ONU. Reprodução / Redes Sociais Mais cedo, Trump voltou a classificar Maduro como um "ditador fora da lei" durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU. O presidente americano também exaltou a operação que resultou na captura do ex-líder venezuelano e destacou um acordo petrolífero firmado com Caracas no mês passado. A visita de Rodríguez aos Estados Unidos também provocou manifestações de opositores. Protestos foram registrados tanto em Nova York quanto em Caracas, com participantes pedindo a realização de eleições livres e criticando a permanência de integrantes do chavismo no poder. Segundo a Reuters, o Departamento de Estado dos EUA não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre as tentativas de retorno de Machado à Venezuela. *Com informações da AFP e Reuters.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/09/23/maria-corina-machado-foi-impedida-de-voltar-a-venezuela-diz-partido.ghtml


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