Jovem confessa matar adolescente de 14 anos por tapa no rosto durante briga em tabacaria em Campo Grande
17/08/2026
(Foto: Reprodução) Câmera de segurança flagrou momento de execução de adolescente em Campo Grande
Um tapa no rosto durante uma briga em uma tabacaria teria motivado a morte de João Vitor Martins dos Santos, de 14 anos, perseguido e morto a tiros no Jardim Noroeste, em Campo Grande. A versão foi apresentada à polícia por Paulo Gustavo Silva de Oliveira Amaro, de 19 anos, que confessou o crime após ser preso pelo Batalhão de Choque nesta segunda-feira (17).
Segundo o registro policial, Paulo relatou que a discussão ocorreu meses antes. Ele disse que João Vitor e um rapaz conhecido como “Fabinho” teriam dado um tapa em seu rosto dentro da tabacaria.
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Aos policiais, o jovem também afirmou que estava à procura de “Fabinho” para matá-lo quando foi localizado pelo Choque.
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João Vitor foi morto na noite de sábado (15). Ele caminhava com uma adolescente de 16 anos quando foi interceptado por dois homens em uma motocicleta. O passageiro desceu, perseguiu o adolescente pelo meio da rua e atirou várias vezes.
João Vitor foi atingido na cabeça, no tronco e na perna e morreu no local. Dez estojos de munição calibre 9 mm foram recolhidos pela perícia.
Paulo Gustavo Silva de Oliveira Amaro, preso pelo crime
Reprodução
Prisão
O Batalhão de Choque chegou a Paulo após receber informações de que um possível autor do homicídio era conhecido como “TH”. Os policiais identificaram o suspeito e passaram a fazer buscas em locais frequentados por ele.
Paulo foi encontrado na garupa de uma motocicleta vermelha conduzida por Miguel Oliveira da Silva, de 18 anos. Segundo a polícia, eles fugiram da abordagem e caíram da moto algumas quadras depois.
Durante a perseguição, Paulo teria jogado uma pistola calibre 9 mm. A arma foi recuperada e estava com 14 munições. Conforme o registro policial, foi durante a abordagem que ele confessou ter matado João Vitor e afirmou ter usado a pistola e uma motocicleta no crime.
A arma apreendida é do mesmo calibre dos estojos encontrados no local do homicídio, mas ainda será submetida a confronto balístico para verificar se foi usada no crime. A motocicleta em que os jovens estavam tinha registro de furto.
Apesar de ter sido preso com Paulo, Miguel não foi indiciado pelo homicídio. Ele disse que não participou da morte e que havia sido chamado apenas para conduzir a motocicleta naquela madrugada. Paulo confirmou essa versão.
A Polícia Civil afirma que ainda não há elementos seguros para apontar Miguel como o piloto da motocicleta usada na execução. Ele foi indiciado por receptação e desobediência, enquanto Paulo foi indiciado por homicídio qualificado. A polícia ainda busca identificar o segundo envolvido na morte de João Vitor.
Policiais apreenderam uma arma de fogo, 14 munições, dois aparelhos celulares e uma motocicleta.
Batalhão de Choque/PMMS
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