Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central
10/07/2026
(Foto: Reprodução) Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central
A inflação de junho foi a menor para o mês em três anos. Mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
Eles. Eles mesmos, que por tantas vezes foram vilões, em junho, seguraram a inflação: os alimentos. O café, que virou um símbolo da alta dos preços no supermercado, vinha caindo aos poucos, mas, em junho, teve a maior queda desde o ciclo de alta no primeiro semestre de 2025. As frutas e as carnes também baixaram.
"Tem semanas que as frutas estão mais baratas. Aí eu compro bastante frutas e legumes", conta a fisioterapeuta Patrícia Portela Magaldi.
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Depois da alta no mês de maio, a alimentação teve queda de 0,24% em junho. Apesar do alívio momentâneo, subiu 4,56% no ano, bem acima da inflação geral.
“Lembrando que a inflação média é a que reajusta os salários. Então, se o salário é corrigido pela média, mas a alimentação subiu muito acima da média, as famílias constatam que estão desembolsando mais para comprar a mesma quantidade de alimentos. Então, isso é um desafio muito grande, principalmente para as famílias de baixa renda”, afirma André Braz, economista do FGV/Ibre.
"Na prática, a gente não consegue sentir essa diferença no bolso", diz a servidora pública Gabriela Coelho.
Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central
Jornal Nacional/ Reprodução
Alguns alimentos básicos nas casas dos brasileiros ficaram mais caros. Entre as altas, destaque para o feijão-carioca e para a batata-inglesa. Mas, no geral, eles ajudaram a frear a inflação de junho, que ficou em 0,16%, abaixo do índice de maio, de 0,58%.
Os custos com habitação foram os que mais pesaram no IPCA. Energia elétrica subiu mais uma vez. Nos transportes, enquanto o preço dos combustíveis recuou, o das passagens aéreas ficou lá no alto. Em 12 meses, a inflação chega a 4,64%. Está acima do teto da meta de 4,5% ao ano.
“O cenário de inflação hoje não é confortável. A gente tem uma inflação que está em um nível elevado, acima do desejado. Porque está muito próximo do teto da meta. Então, o ideal é que ela estivesse abaixo disso, estivesse em um nível mais confortável para que a gente conseguisse reduzir a taxa de juros”, afirma José Ronaldo de Castro Souza Junior, economista e professor do Ibmec.
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