Entre tecnologia e centralização: o que os candidatos prometem para Saúde e Segurança na região fronteira em MS

  • 27/08/2026
(Foto: Reprodução)
O que os candidatos prometem para Saúde e Segurança na região fronteira em MS Mato Grosso do Sul tem sete municípios que fazem fronteira internacional com Paraguai e Bolívia, e são considerados como "cidades-gêmeas" por portaria do governo federal e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além destes municípios, outros são permeáveis pela região fronteiriça. 🔎Cidades gêmeas são municípios de países diferentes que ficam próximos à linha internacional e mantêm uma relação de forte integração, com circulação diária de moradores, comércio, serviços e atividades econômicas entre os dois lados. Entre as características específicas desses locais estão o fato de serem cidades cortadas por linha de fronteira seca ou fluvial, articuladas ou não por pontes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsAp Conforme a portaria, publicada há uma década, as cidades-gêmeas podem apresentar problemas característicos desses locais, como saúde e segurança, com mais "densidade e "efeitos sobre o desenvolvimento regional e a cidadania". Estes municípios estão entre as principais preocupações apresentadas nas propostas de governo dos candidatos em Mato Grosso do Sul que disputarão as Eleições de 2026, por enfrentarem questões como pressão nos serviços públicos de saúde e predomínio da atuação de facções criminosas. O g1 analisou os planos de cada candidato para verificar as propostas para a saúde e segurança nas regiões de fronteira com o Paraguai e Bolívia, em Mato Grosso do Sul. Veja abaixo quais são as cidades-gêmeas do estado, conforme portaria do governo federal e dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Bela Vista: vizinha de Bella Vista do Norte, Paraguai; Coronel Sapucaia: separada por uma rua de Capitán Bado, Paraguai; Corumbá: vizinha de Puerto Quijarro, Bolívia; Mundo Novo: vizinha de Salto Guará, Paraguai; Paranhos: vizinha de Ypejhú, Paraguai; Ponta Porã: vizinha de Pedro Juan Caballero, Paraguai; Porto Murtinho: ligação fluvial com Carmelo Peralta, Paraguai. Cenário da saúde na fronteira Na fronteira com o Paraguai, um dos principais equipamentos de saúde é o Hospital Regional de Ponta Porã. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a unidade registrou cerca de 140 mil atendimentos em 2025, sendo 61.268 atendimentos de urgência e emergência, além de 4.324 cirurgias e 1.525 partos. O hospital atende pacientes de toda a região sul do estado e funciona como referência para municípios da faixa de fronteira. Dados divulgados anteriormente pela SES indicam que o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto possui 121 leitos hospitalares, incluindo 10 leitos de UTI, atendendo uma população superior a 200 mil habitantes de municípios da região fronteiriça. Em Corumbá, município que faz fronteira com a Bolívia, a saúde pública é considerada estratégica para o atendimento do Pantanal e das cidades vizinhas. Segurança pública nas cidades de fronteira As fronteiras de Mato Grosso do Sul estão entre as principais rotas de entrada de drogas e mercadorias ilícitas no país. Dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que a faixa de fronteira concentra parte significativa dos crimes violentos e das apreensões relacionadas ao tráfico de drogas. Segundo dados da Sejusp, os municípios de fronteira representaram 75 vítimas de homicídio doloso em 2025, o equivalente a 21,4% dos assassinatos registrados no estado, embora concentrem cerca de 12% da população sul-mato-grossense. Em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, as forças de segurança estaduais e federais atuam no combate ao tráfico internacional de drogas e armas, devido à posição estratégica do município como corredor logístico entre os dois países. LEIA TAMBÉM Veja quem são os candidatos a vice-governador em MS em 2026 Veja quem são os candidatos ao Senado em MS em 2026 O que cada candidato propõe para a segurança das fronteiras Daniel Lemes (PCO) Propõe uma reformulação radical do modelo de segurança pública, com substituição das estruturas policiais por comitês de autodefesa popular e comunitária. Delcídio Amaral (PRD/Federação Renovação Solidária) Defende a implantação integral do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), criação de um centro integrado de inteligência com uso de drones e satélites e realização de concursos para recomposição do efetivo das forças de segurança. Economista Renato Gomes (DC) Propõe criar uma "Muralha Digital de Fronteira", com investimento de R$ 30 milhões em câmeras de leitura de placas, implantação de uma Central Integrada de Inteligência, fortalecimento do Departamento de Operaçoes de Fronteira (DOF) com bases permanentes em Ponta Porã e Corumbá, além de metas específicas de redução de homicídios e tráfico na faixa de fronteira. Eduardo Riedel (PP/Federação União Progressista) Destaca como resultado de sua gestão a implantação do Plano de Fronteira e propõe ampliar o uso de inteligência artificial e análise de dados por meio do LabSejusp para combater crimes transfronteiriços. Fábio Trad (PT/Federação Brasil da Esperança) Propõe bases integradas permanentes em municípios fronteiriços, ampliação da infraestrutura policial, fortalecimento do DOF e criação de um plano de desenvolvimento específico para a fronteira. Jeferson Bezerra (Agir) O candidato não apresenta proposta específica sobre segurança nas fronteiras com Paraguai e Bolívia. João Henrique Catan (Novo) Apresenta a proposta "Missão Sul-Fronteira", baseada em inteligência, tecnologia, integração com forças federais e combate ao crime organizado, incluindo facções criminosas e roubos de cargas. Lucien Rezende (PSOL) Defende maior cooperação internacional entre órgãos de segurança do Brasil, Paraguai e Bolívia, priorizando inteligência policial e respeito aos direitos humanos. O que cada candidato propõe para a saúde nas fronteiras Daniel Lemes (PCO) Não apresentou proposta específica sobre saúde na região de fronteira com Paraguai e Bolívia. Delcídio Amaral (PRD/Federação Renovação Solidária) Não apresentou proposta específica sobre saúde na região de fronteira com Paraguai e Bolívia. Economista Renato Gomes (DC) Defende o programa "Estradas que Salvam Vidas", com pavimentação de acessos a polos de saúde em municípios como Porto Murtinho, Bela Vista, Paranhos e Corumbá. Também propõe fortalecimento dos hospitais do interior e ampliação de leitos de UTI no Pantanal. Fábio Trad (PT/Federação Brasil da Esperança) Prevê gratificação para atrair médicos para regiões de fronteira, criação da Carreira Estadual do SUS, ampliação de unidades móveis de saúde e construção de hospitais regionais em Corumbá, Jardim e Naviraí. João Henrique Catan (Novo) Inclui a saúde regional entre os investimentos prioritários da região Sul-Fronteira, buscando reduzir a dependência de atendimentos em Campo Grande. Eduardo Riedel (PP/Federação União Progressista) Propõe a implantação e operacionalização do Hospital Regional do Pantanal, em Corumbá, para ampliar a oferta de média e alta complexidade na fronteira com a Bolívia. Lucien Rezende (PSOL) Defende a ampliação do programa Mais Médicos para atender áreas isoladas e comunidades indígenas, comuns na faixa de fronteira. Candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/eleicoes/2026/noticia/2026/08/27/entre-tecnologia-e-centralizacao-o-que-os-candidatos-prometem-para-saude-e-seguranca-na-regiao-fronteira-em-ms.ghtml


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